Arenga do Dia da Pátria

 

Bom dia Companheiras e Companheiros, delegações internacionais

 

Este DIA DA PÁTRIA, da mátria de todas e todos nós saimos com força, com ilusão de sermos mais e mais unidas e unidos, de sabermos cada uma de nós comprometidas e comprometidos com este nosso projeto CAUSA GALIZA para não só reclamar, senão que urgir a nossa SOBERANIA NACIONAL JÁ!!!!

 

Nós já não podemos aguardar, o futuro não existe se o presente não é a realidade social, política e económica pela que nós lutamos. O actual marco jurídico-político assim no-lo põe de manifesto, hoje com mais carragem, hoje berramos com força inusitada: a SOLUÇÃO: AUTODETERMINAÇÃO!!!

 

As fauces sem complexos do fascismo atual assinalam quais são os reptos que temos que resolver.

 

É necessário, mesmo é urgente que continuemos a acumular forças, de somar a aquelas mulheres e homens que se sentem defraudados pelo caciquismo de antes e de agora, pelas promessas incumpridas e pelos mercachifles que se dedicam a parchear projetos políticos esgotados.

 

Há quem faz biopsias destes, nós já há bem tempo que figemos as autópsias. Não temos apanhada no Constitucionalismo, não se nos pode esperar em desenhos de Estatutos de Nação. Só instamos a essas Companheiras e Companheiros que saiam desse labirinto e que mão com mão despejemos as silveiras e ervas que impedem a conquista e desenvolvimento da nossa independência.

 

Na Galiza estamos a sofrer as falsidades dos partidos constitucionalistas, tanto da direita mais reacionária como a que autodenomina falsariamente de esquerdas. Longe de nós estiveram se as nossas guadanhas puderam!!! Estám aqui contrariamente à nossa vontade, à vontade popular que desde tempos temos manifestado.

 

Causa Galiza recolhe essa vontade, a dos Mártires de Carral, a dos resultados do Não ao Estatuto da Galiza. Nós reafirmamo-nos sem medos nem complexos na história de luta do nosso Povo.

 

Como cantavam Fujam já podem em Madrid falar com palavras bem formosas, que nunca, nunca nos hão de pagar a nossa fome de outrora, desde Madrid o PSOE e os seus lacaios, os sindicatos españolistas UGT e CCOO reformulan o nosso presente, novamente, com reformas que nos retraen a situações de há trinta ou mais anos.

 

Reformas antisindicais, anti Classe Operária. Reformas feita por miseráveis, que repartem prevendas à Banca e à Patronal, Reformas das Pensões capazes de destruir o futuro individual e colectivo. Reformas que as combatemos ainda que neste actual marco jurídico-político a nossa luta seja mais complexo e hostil.

 

Reforma da Negociação Coletiva que tenta assassinar a nossa ação sindical. Assassinam novamente com intencionalidade e alevosia a Amador Rei e Daniel Niebla como aquele dia 10 de Março de 1972.

 

Urge, urge-nos sem demora, sem pausa uma forte e contundente contestação sindical, e não só sindical, também social. Urge uma série de ações e a convocatória de uma Greve Geral. Todas as pessoas e entidades comprometidas com a nossa Pátria devemos implementar esta contestação continuada no tempo.

 

Sairemos novamente em chave Nacional e Internacionalista. Causa Galiza reafirmámos no compromisso com as outras Nações do Estado, e combinaremos para desenhar estratégias conjuntas.

 

Para isto é preciso que sejamos unidas e unidos, por que como diz Martín Fierro na América do Norte Latina “Los hermanos sean unidos, esa es la ley primera, porque simo, nos devoran los de afuera". É preciso manter-nos lado a lado, somos Causa Galiza.

 

Assim, desta sorte, daremos cumprida resposta aos ataques que recebemos desde os Vicerreis da Espanha que são os Subdelegados de Governo, repressão sindical, repressão política que nos últimos tempos incrementa. E a bem seguro incrementará, ira <in crescendo>, e teremos mas pedidos de condena de cárcere, de sequestro político e assim darão na nossa Pátria uma nova definição do <apartheid> antes sofrido em Euskal Herria.

 

Devemos criar sinergias, entretecer-nos toda a sociedade comprometida e valente. Façamos da praxe um caminho e reconheçamos-nos no que nos une, a sua opressão debuxa um tempo e um espaço partilhado.

 

Por que sim Companheiras e Companheiros, somos todas e todos Imigrantes neste Sistema Colonizador Espanhol. De contínuo se nos pidem os papéis e recebemos sanções e/ou ordens de Expulsão. Mas somos imigrantes no Capitalismo, que nos arruina e vende. Somos imigrantes no Heteropatriarcado, em tantos outros sistemas de opressção, ...e neste reconhecimento, nestas redes somos mais e somos mais fortes.

 

Estes dias estivemos as Mulheres Bascas e Galegas debatendo sobre os Feminismos e a Soberania Nacional. Tivemos a valiosa e maravilhosa presença das nossas irmãs e Companheiras Bascas.

 

Pois bem com humildade e soridade digo que o Soberanismo será feminista ou não será, e que o Feminismo será soberanista ou não será. Olhai aqui a soma de forças, de aí que o presente está prescrevendo um melhor futuro.

 

A realidade impom ser criativas, imaginativas e comprometidas com a mudança social, política e económica.

 

Companheiras e Companheiros em este 25 de Julho do 2011 reafirmemos-nos na nossa luta Independentista,

 

Viva Galiza Ceibe!!!

 

Viva CAUSA GALIZA!!!

 

Independência.