A Intersindical--CSC recusa que a independência possa provocar uma fractura social ou que o Estado próprio se possa construir sem discurso social
La Intersindical-CSC rebutja que la independència pugui provocar una fractura social o que l’Estat propi es pugui construir sense discurs social
Totes les enquestes i les darreres mobilitzacions en clau nacional demostren que alguna cosa s’està movent al nostre país, en especial després de la sentència del Tribunal Constitucional sobre l’Estatut. L’encaix entre els Països Catalans (especialment el Principat) i l’Estat espanyol està més qüestionat que mai i això provoca que cada vegada més les forces contràries al dret de decidir, mancades d’arguments, apel·lin al discurs de la por per evitar que continuïn avançant els posicionaments sobiranistes. Paral·lelament, s’estan organitzant els defensors que aquest independentisme es desvinculi de tot discurs social per tal d’arreplegar més sectors i accelerar el procés de secessió.
En concret, les forces partidàries de seguir explorant fórmules d’encaix amb l’Estat espanyol defensen que les tesis sobiranistes poden provocar una “fractura social” en el país. Tanmateix, aquest és un recurs trampós que busca negar la possibilitat del debat democràtic i d’aquesta manera seguir gestionant i administrant el status quo actual. La confrontació forma part de la normalitat democràtica i la conformació de majories alternatives és la base d’aquesta normalitat. Afirmar que pretendre construir un Estat propi per als Països Catalans pot provocar una fractura social és negar als seus partidaris i partidàries la possibilitat de fer realitat aquest projecte, encara que sigui majoritari, i imposar la voluntat de la minoria. Aquesta tesi, doncs, implícitament accepta que la fractura social no existeix si és l’independentisme el que ha de renunciar als seus anhels, per molt amplis i extensament acceptats que estiguin, el qual és una bajanada i una actitud anti-democràtica. No en va, qui la defensa és aquell que també rebutja la possibilitat de convocar un referèndum d’auotedeterminació, l’expressió més netament democràtica existent, ja que recull directament l’opinió de la ciutadania.
Tanmateix, a proposta da Intersindical-CSC passa por un soberanisme en clau d’integració social. No pot ser ni volem que sigui d’una altra manera, com a mínim per als i les que abordem la qüestió nacional des d’una perspectiva d’esquerres. Per nosaltres, res afavoreix més el procés sobiranista que la seva identificació amb una societat més justa. Només polítiques integradores, en clau de justícia social, podran suscitar il·lusió i compromís en les classes populars. És fonamental que el treball en comú de les forces sobiranistes incorpori la referència d’un model social més solidari i igualitari.
Parlar d’un procés d’acumulació de forces en clau social a favor del dret a l’autodeterminació no significa renunciar a què, en una fase posterior, puguin donar-se acords transversals. El principi de sobirania requereix un acord de mínims de les forces polítiques i socials favorables, però això no pot implicar en cap cas aparcar un debat essencial com el del model laboral, econòmic i de societat, en especial en un moment de crisi i precarietat extrema com l’actual.
Tant en el proper 11 de setembre com a la vaga general del 29 del mateix mes, doncs, caldrà plantejar la necessitat de construir un Estat propi i un nou model econòmic i social més just, solidari i igualitari, per nosaltres dues cares de la mateixa reivindicació que es necessiten mútuament.
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A Intersindical-CSC recusa que a independência possa provocar uma fractura social ou que o Estado próprio se possa construir sem discurso social
Todas as enquisas e as últimas mobilizações em chave nacional demonstram que algo se está a mover no nosso país, em especial depois da sentença do Tribunal Constitucional sobre o Estatut. A ensablagem entre os Países Catalãos (especialmente o Principat) e Estado espanhol está mais questionado que nunca e isto provoca que a cada vez mais as forças contrárias ao direito de decidir, carecidas de argumentos, apelem ao discurso do medo para evitar que continuem adiantando os posicionamentos soberanistas. Paralelamente, estão a organizar-se os defensores que este independentismo se desvincule de todo discurso social com tal de recolher mais sectores e acelerar o processo de secessião.
Em concreto, as forças partidárias de seguir explorando fórmulas de encaixe no estaido espanhol defendem que as teses soberanistas podem provocar uma “fractura social” no país. Ainda assim, este é um recurso tramposo que procura negar a possibilidade do debate democrático e desta maneira seguir gestionando e administrando o status quo actual. A confrontação faz parte da normalidade democrática e a conformação de maiorias alternativas é baseieda nesta normalidade. Afirmar que pretender construir um Estado próprio para os Países Catalãos pode provocar uma fractura social é negar aos seus partidários e partidárias a possibilidade de fazer realidade este projecto, ainda que seja maioritário, e impor a vontade da minoria. Esta tese, pois, implícitamente aceita que a fractura social não existe se é o independentismo o que tem de renunciar aos seus anseios, por muito amplos e extensamente aceitados que estejam, o qual é uma sandice e uma atitude anti-democrática. Não em vão, quem a defesa é aquele que também recusa a possibilidade de convocar um referendo de autodeterminação, a expressão mais netamente democrática existente, já que recolhe directamente a opinião da cidadania.
Ainda assim, a proposta da Intersindical-CSC passa por um soberanismp em chave de integração social. Não pode ser nem queremos que seja doutra maneira, no mínimo para os e as que abordamos a questão nacional desde uma perspectiva de esquerdas. Por nós, nada favorece mais o processo soberanista que a sua identificação com uma sociedade mais justa. Só políticas integradores, em chave de justiça social, poderão suscitar ilusão e compromisso nas classes populares. É fundamental que o trabalho em comum das forças soberanistas incorpore a referência dum modelo social mais solidário e igualitário.
Falar dum processo de acumulação de forças em chave social a favor do direito á autodeterminação não significa renunciar a que, numa fase posterior, possam se dar acordos transversais. O princípio de soberania requer um acordo de mínimos das forças políticas e sociais favoráveis, mas isto não pode implicar cabe caso estacionar um debate essencial como o do modelo trabalhista, económico e de sociedade, em especial num momento de crise e precarietade extrema como a actual.
Tanto no próximo 11 de setembro como a greve geral do 29 do mesmo mês, pois, fará falta propor a necessidade de construir um Estado próprio e um novo modelo económico e social mais justo, solidário e igualitário, por nós duas caras da mesma reivindicação que se precisam mutuamente.
Máis informação em http://intersindical-csc.cat/